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  • Felipe Cavalcante

Uma maneira diferente e surpreendente de se tornar um bom ouvinte

Não é nada fácil ser um bom ouvinte. A grande maioria das pessoas tem dificuldade. Algumas vezes por falta de interesse e outras por falta de atenção, mas, especialmente em conversas mais difíceis, as pessoas não escutam para ouvir e entender, mas para se defender e contra argumentar.


Pensando nisso, decidi escrever sobre as atitudes necessárias para qualquer pessoa se tornar um bom ouvinte, até porque isso é muito necessário, já que na grande maioria das vezes os problemas entre as pessoas são de comunicação.


Mas a principal característica de um bom ouvinte vai surpreender você, pois não tem nada a ver com ouvir. Por incrível que pareça, apenas ficar em silêncio olhando para a outra pessoa não lhe torna um bom ouvinte.


A melhorar maneira de se tornar um bom ouvinte é, após ouvir com atenção, fazer perguntas que demonstrem não só que você entendeu o que foi dito, mas que também demonstrem que você quer informações adicionais, tornando a conversa mais ativa, na linha de um diálogo e não de um monólogo.


Pode parecer esquisito afirmar que para ser um bom ouvinte você deve falar, mas realmente é assim que a coisa funciona, pois são as perguntas que acendem a fogueira da conversa. São as perguntas que demonstram que você tem interesse na pessoa e no que ela está falando, fazendo ela perceber que está sendo valorizada e compreendida e com isso retroalimentando o interesse dela em continuar falando.


Claro que existem inúmeros outros fatores envolvidos, inclusive os básicos que não devem ser descuidados. Vou abordar alguns deles:


· Uma técnica que sempre uso quando quero realmente prestar atenção em alguém é olhar no fundo dos seus olhos, procurando ver a cor deles. Funciona tanto do lado do ouvinte, que consegue se concentrar, como do lado de quem está falando, que sente realmente o envolvimento e interesse do outro.


· É importante tornar a conversa uma experiência positiva para a outra pessoa, fazendo ela se sentir apoiada e conversando em tom adequado.


· Fundamental estar presente no momento, sem distrações.


· Eu não gosto de interromper quem está falando. Eu tento me controlar e o que me ajuda muito é anotar em um papel todas as anotações ou dúvidas que vão surgindo para que eu possa usá-las ao final da fala da pessoa. Isso faz com que eu não esqueça dos assuntos e deixe fluir a linha de raciocínio de quem está falando.


· Por outro lado, sugiro fortemente que você não faça as anotações direto no notebook ou no smartphone. Isso passa a impressão de que você não está prestando atenção e incomoda muito quem está falando.


· Claro que não deve falar com outras pessoas ou ficar respondendo mensagens enquanto a outra fala. Isso é cada vez mais difícil hoje em dia pelo vício do smatphone, especialmente quando o assunto não é do seu interesse.


· Faça perguntas abertas.


· Ouça para entender e não para se defender e se justificar. Esse é um dos maiores desafios do ser humano. Extremamente difícil na prática. Mas se você ao menos tiver a consciência de tentar evitar, já será um bom início.


· Evite questionamentos interrogativos e agressivos.


· Crie um ambiente onde a pessoa se sinta segura para discutir os assuntos e onde as diferenças possam ser abordadas de maneira civilizada e calma.


· Faça a outra pessoa sentir que você está querendo ajudar e contribuir e não ganhar a discussão.


· Faça o outro perceber que você está prestando atenção via sons verbais e expressões faciais.


· Faça sugestões.


· Seja capaz de repetir o que o outro disse.


· É importante a pessoa sair da conversa com o sentimento de que saiu melhor do que entrou na conversa, de que você agregou valor a ela.

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